Completou-se 1 ano do 7 x 1 que a Alemanha nos impôs em
plena copa do mundo, em território brasileiro. Não há dúvida de que é o maior
vexame da nossa história, talvez até do futebol mundial.
Após aquele episódio, levamos ainda 3 da Holanda e acabamos
de cair cedo na Copa América, para um time fraco do Paraguai. A crise do
futebol brasileiro, que hoje é evidente, me parece que vinha se desenhando há
muito tempo antes da copa de 2014.
Nosso último título mundial foi há 13 anos. Por falar em
títulos mundiais, a seleção brasileira sempre dependeu de seus talentos para
vencê-los. Primeiro Pelé e companhia. Depois, em 94, um time mediano
tecnicamente e fraco taticamente ganhou
uma copa do mundo também pouco virtuosa, muito em função de uma marcação
fortíssima e o talento de Romário e Bebeto resolvendo lá na frente. Em 2002,
outro time mediano tecnicamente e também pobre taticamente, mas que tinha
Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo desenrolando nossas vitórias.
Já dava pra ver, no entanto, que o trabalho tático da
seleção brasileira não era o que nos dava títulos, mas o talento dos jogadores
resolvendo, apesar da pobreza tática. De 2002 pra cá, esse esquema não resolve
mais. Em 2006, um time cheio de estrelas (Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Adriano,
etc.), fez um papelão na copa. O time treinado por Parreira foi muito mal e não
havia nada ali em termos táticos. Na copa de 2010, Dunga levou uma seleção
pouco talentosa, Neymar e Ganso eram garotos ainda no Santos e foram rejeitados
pela comissão técnica. Taticamente, jogávamos com marcação forte e contra
ataque. Não deu em nada.
Todos lembramos de 2014, certo?! O time treinado por Felipão
tinha bons talentos, mas o conjunto era muito ruim e fez jogos muito fracos.
Alemanha e Holanda nos deram choques de realidade.
Que o futebol brasileiro precisa se reiventar acho que é
quase unanimidade. Não se trata de copiar ninguém ou se submeter ao futebol
europeu. O caminho, acredito, é adaptar nossas virtudes, sobretudo o talento
dos jogadores, à evolução tática que o esporte sofreu nas últimas décadas.
Nossos times, inclusive a maioria dos clubes, têm jogado na base do contra
ataque, ligação direta, e espera o talento resolver. Não resolve mais.
Para o talento poder resolver é preciso um trabalho
tático/coletivo mais consistente, com a posse de bola bem trabalhada, com
jogadas e movimentações treinadas, embora não engessadas.
Muitos acham que temos uma geração fraca. Ora, nossos
jogadores se destacam nos melhores times do mundo, alguns dos quais são mais
poderosos do que seleções nacionais. Não aceito que um grupo com Neymar, Oscar,
P. Coutinho, William, Firminho, Hulk e etc. não consiga formar um ótimo time de
futebol. Quem acompanha o futebol europeu vê o que eles fazem lá fora.
Aliás, quando falo em futebol europeu me refiro àquele que é
jogado lá por jogadores do mundo todo, e com treinadores também do mundo todo.
Nossos vizinhos argentinos por sinal têm técnicos em times de ponta na Europa,
e nossos treinadores? Na China, Emirados Árabes...
O futebol não é mais o mesmo, doa a quem doer. O talento
sozinho não resolve mais se não existir um trabalho tático muito forte e de
qualidade. Este trabalho precisa ser repensado no Brasil e envolve a gestão do
nosso futebol e conceitos ultrapassados, que passam por tipos de treinamentos,
esquemas táticos, posicionamento de jogadores, por aí vai.
Precisamos observar o que há de mais avançado no mundo do
futebol e, não copiar, mas absorver o que for pertinente e adequar nosso
talento a tais virtudes. Daniel Alves falou que Pep Guardiola queria treinar a
seleção antes da copa de 2014, mas os dirigentes rejeitaram, por medo da reação
dos brasileiros.
Não acho que precisamos necessariamente de Guardiola ou de
um técnico estrangeiro, mas precisamos, sim, de pessoas melhor preparadas e avançadas
na gestão do nosso futebol, independente se espanhóis, argentinos ou
brasileiros. Caso contrário, ficaremos apenas com a nossa soberba de 5 vezes
campeões mundiais, num passado que fica cada vez mais distante.
Como dizem que todo brasileiro é técnico de futebol. Dou também meu pitaco aqui de uma base de time que penso poderia dar liga, se bem treinado. Oscar e P.Coutinho no meio para trabalhar bem a bola e pensar melhor nossos ataques. Fernandinho protegendo a defesa para as saídas de D.Alves e Marcelo. Hulk aberto na direita para cortar pro meio e chutar, que é seu forte. Neymar partindo da ponta esquerda pro meio e trabalhando com os meias. Luiz Adriano para tabelar e empurrar a bola pro gol. Em forma, poderia ser o Fred. Acho que o ponto crítico é o meio de campo. Temos visto muita pobreza neste setor e penso que Oscar e P. Coutinho podem trabalhar bem naquele setor, organizando as jogadas.
Como dizem que todo brasileiro é técnico de futebol. Dou também meu pitaco aqui de uma base de time que penso poderia dar liga, se bem treinado. Oscar e P.Coutinho no meio para trabalhar bem a bola e pensar melhor nossos ataques. Fernandinho protegendo a defesa para as saídas de D.Alves e Marcelo. Hulk aberto na direita para cortar pro meio e chutar, que é seu forte. Neymar partindo da ponta esquerda pro meio e trabalhando com os meias. Luiz Adriano para tabelar e empurrar a bola pro gol. Em forma, poderia ser o Fred. Acho que o ponto crítico é o meio de campo. Temos visto muita pobreza neste setor e penso que Oscar e P. Coutinho podem trabalhar bem naquele setor, organizando as jogadas.

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